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a meio da tarde a palavra adquire corpo
torna.se uma imensa ilha cujas entranhas
ávidas de vida desnudam.se na morte
rasgam.se os ventres e loucas as lavas escorrem
encostas abaixo ao encontro do mar
tudo afagam quais
crianças que cavam rasgos e feridas
num febril a manh’ser
ao ritmo devorante do fogo crepitam as vestes e
o ronco da terra perde.se na gargalhada do mar
escorrem lágrimas vermelhas pela face da terra
quando se acolhe nos lânguidos abraços da vazante
entre ambas inicia.se
mui lenta
uma alquímica dança e
enquanto os ventos choram em terra
uma caravela perdida na página
enfuna as velas em demanda de um novo texto
ignavo
-imagens//poemas de josé rodrigues
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